A Polícia Civil de Goiás apresentou na manhã desta quarta-feira (15) os acusados de matar a garota de programa Iris Júlia Barreto Rodrigues Vieira, 21, no último dia 12 de agosto. Entre as quatro pessoas presas está Renatha Xavier Alves Muniz, 24, que seria a mandante do crime. Ela era amiga da vítima e também fazia programas.
Iris era de Frutal (MG). Em Goiânia, estava entre uma das mais concorridas garotas de programa da mais luxuosa casa noturna da região metropolitana da capital. Segundo a delegada Adriana Ribeiro de Barros, a jovem, bonita e atraente, tinha uma clientela selecionada -- e abastada -- que lhe rendeu uma conta corrente cobiçada pela colega de trabalho.
De acordo com a polícia, Renatha sabia que a amiga tinha acumulado R$ 30 mil com os programas, que estavam depositados numa conta. "Ela queria esse dinheiro", afirma a delegada. Para isso, a acusada planejou a morte de Iris, contratando Paulo Fernando Ramos, 23, que também está preso.
Foi Paulo quem entrou em contato com outros dois comparsas: Clayton dos Santos Silva, 29, e Jean Radson Amaral de Oliveira, 19. O primeiro dirigia o carro que levou a vítima até o local da execução. O mais novo foi quem disparou seis vezes contra Iris. Quatro tiros atingiram o rosto dela. Os rapazes dividiriam R$ 2 mil pelo crime.
Depois do assassinato, Renatha fugiu para Manaus, onde estava vivendo com parentes. Ela voltou a Goiânia ao saber que o marido havia sido preso por suspeita de envolvimento no crime, mas a participação dele foi descartada.
Circuito interno
As câmeras de segurança de um posto de combustível registraram os últimos minutos de vida da garota de programa. Nas imagens é possível ver com clareza a vítima, Renatha e os três rapazes. Iris foi atraída para o local pela amiga, com o argumento de que iriam fazer um programa com os jovens, recebendo para isso R$ 700.
A delegada conta que durante todo o trajeto até uma área de um residencial em construção às margens da rodovia GO-020, os acusados -- incluindo Renatha -- simularam um assalto. "A Renatha, já sabendo de tudo, fazia de conta que ela também estava sendo vítima de assaltantes".
Adriana conta que a mandante do crime acompanhou toda a execução e ainda debochou do jovem que atirou contra a vítima, chamando Jean de medroso por estar tremendo depois do crime.
Saques
Para a polícia, a prova de que o objetivo do crime era roubar o dinheiro da garota de programa foram três saques de R$ 800 cada feitos por Renatha da conta da vítima.









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